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APRESENTANDO OS MALABRACHTS: REGENTES DOURADOS DE UM TRONO ESQUECIDO

9 de abril de 2025
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Archetype Entertainment

A maior parte dos inúmeros Metamorfos criados para servir a mestres Celestials são apenas instrumentos: descartáveis, esquecidos, feitos para o trabalho pesado, como os fortes Arkavir ou os incansáveis Rexxana. Mas, entre eles, também há os Malabrachts.

Os Regentes.

Elegantes. Magníficos. Completamente hipnotizantes. Esses Metamorfos privilegiados não trabalham nas sombras, nem carregam o peso de correntes. Eles descendem das estrelas como emissários de uma era dourada esquecida, pisando em solo estrangeiro com a graça de conquistadores que não precisam de grilhões. Sua mera presença demanda reverência, suas vozes são uma sinfonia de persuasão. Vestindo mantos esvoaçantes com detalhes dourados, banhados em cores radiantes, eles são a personificação do esplendor, tanto que aqueles que não os conhecem podem se curvar perante eles, confundindo-os com os próprios Celestials. Um erro que corrigem com um sorriso aveludado e promessas sussurradas de maravilhas vindouras.

Eles não chegam como conquistadores. Não no começo.



Os Malabrachts chegam como benfeitores, arautos da prosperidade e do refinamento, enviados para preparar o terreno para seus tão aguardados mestres: os Herdeiros Radiantes das Dinastias Prestaviranas. Eles trazem dádivas. Depois, pedidos. Logo, começam a fazer exigências. Tudo deve estar em ordem. Não pode haver nenhuma irregularidade, nenhum desperdício. Nada pode ser desagradável aos olhos.

Eles são altos. Estranhamente graciosos. Sua pele pálida e seca solta um leve pó brilhante que paira no ar. Esse pó possui compostos psicoativos que aumentam a suscetibilidade em todas as criaturas biológicas ligadas aos mamíferos terrestres. Onde um humano teria cabelos, eles possuem fios como vidro, que cintilam e refletem a luz. Mas o mais espantoso é sua memória. Um Malabracht nunca esquece — genealogias e histórias inteiras, ou costumes de impérios há muito desaparecidos. E, apesar disso, seus lendários mestres caíram há dez mil anos. Perdidos em sua devoção fanática, eles não sabem… ou se recusam a acreditar.

No começo, sua presença é um milagre. As colheitas florescem. Ruínas são restauradas. Civilizações renascem.

Mas suas dádivas têm um preço.

Eles precisam de trabalhadores. De materiais. É necessário erguer palácios grandiosos. Esculturas, tapeçarias, canções: tudo deve ser feito com precisão total, para honrar monarcas que nunca virão. Recusar é impensável. Desagradar é desastroso.

Quando a verdade fica clara, é tarde demais. Os Malabrachts não são mais apenas visitantes generosos. São os arquitetos de uma nova ordem, de leis duras, reverência forçada e devoção absoluta a um trono que está vazio há milênios.



Uma espécie tão perdida em devoção que exige lealdade a uma dinastia há muito extinta. Uma espécie que domina inúmeros sistemas planetários em preparação para soberanos que nunca chegarão. E o pior de tudo? Os Malabrachts realmente acreditam que isso é o melhor para todos.

Eles não trazem guerra. Não vêm para conquistar.

Trazem apenas obediência.

Mas, por onde passam, também surgem oportunidades. Para os carniceiros, os caçadores de recompensas, os ousados e os desesperados… há tesouros escondidos nos monumentos que os Malabrachts deixam para trás. Cofres trancados por eras. Bancos de dados repletos de conhecimento esquecido. Relíquias de tecnologias divinas apenas esperando para serem usadas.

E, em algum lugar dessas ruínas douradas… um segredo que até os Regentes esqueceram.